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Todos os filmes de De Niro dirigidos por Martin Scorsese

Todos os filmes de De Niro dirigidos por Martin Scorsese

Uma parceria marcada por personagens intensos, grandes riscos e Todos os filmes de De Niro dirigidos por Martin Scorsese em ordem

Algumas parcerias do cinema parecem ter sido combinadas em uma sala de roteiro. Robert De Niro e Martin Scorsese, por outro lado, dão a impressão de que começaram com uma conversa rápida e terminaram criando uma das duplas mais importantes da sétima arte. Entre mafiosos, boxeadores, taxistas, comediantes e homens tentando entender o próprio lugar no mundo, os dois construíram uma filmografia cheia de tensão e personalidade.

Para quem procura Todos os filmes de De Niro dirigidos por Martin Scorsese, a lista reúne nove longas-metragens e um curta que também merece atenção. A ordem ajuda a perceber como a colaboração mudou ao longo das décadas, passando do cinema urbano dos anos 1970 para histórias de crime, fama, decadência e memória.

Há filmes mais explosivos, outros mais silenciosos e alguns em que o personagem parece estar a poucos minutos de tomar uma decisão muito ruim. Em boa parte deles, essa sensação não é engano. A seguir, você encontra os títulos em ordem de lançamento, com o papel de De Niro e os pontos que fazem cada produção se destacar.

Todos os filmes de De Niro dirigidos por Martin Scorsese em ordem

  1. Caminhos Perigosos, 1973: o primeiro longa da parceria apresenta De Niro como Johnny Boy, um jovem impulsivo que circula pelo submundo de Little Italy. O filme acompanha Charlie, interpretado por Harvey Keitel, enquanto ele tenta equilibrar os negócios da família, a fé e a amizade complicada com Johnny.
  2. Taxi Driver, 1976: De Niro interpreta Travis Bickle, um veterano de guerra que trabalha como taxista em uma Nova York noturna, suja e cada vez mais inquietante. O personagem observa a cidade pelas janelas do carro e transforma sua solidão em uma visão distorcida de missão pessoal.
  3. New York, New York, 1977: em um registro diferente, De Niro vive Jimmy Doyle, um saxofonista ambicioso que se envolve com a cantora Francine Evans, papel de Liza Minnelli. O romance musical mistura música, orgulho e dificuldade de convivência, como se o amor também precisasse disputar espaço com uma agenda de ensaios.
  4. Touro Indomável, 1980: Jake LaMotta é o centro desta trajetória de ascensão e queda. De Niro acompanha as várias fases do boxeador, dentro e fora do ringue, em uma atuação marcada por mudanças físicas e por um temperamento que raramente escolhe o caminho mais calmo.
  5. O Rei da Comédia, 1982: Rupert Pupkin é um aspirante a comediante convencido de que seu grande momento está a uma aparição de distância. Quando a porta não se abre, ele decide bater com mais força, criando uma sátira desconfortável sobre fama, televisão e a necessidade de ser reconhecido.
  6. Os Bons Companheiros, 1990: De Niro interpreta Jimmy Conway, um criminoso experiente que funciona como uma espécie de guia para Henry Hill, vivido por Ray Liotta. O filme mostra o crime organizado com velocidade, humor ácido e uma sucessão de escolhas que costumam cobrar juros altos.
  7. Cabo do Medo, 1991: Max Cady é um criminoso que retorna para confrontar o advogado Sam Bowden, interpretado por Nick Nolte. De Niro cria uma presença ameaçadora e teatral, tornando cada aparição de Cady um aviso de que o passado não ficou tão bem guardado quanto parecia.
  8. Cassino, 1995: Sam Ace Rothstein, vivido por De Niro, administra um cassino em Las Vegas enquanto tenta controlar negócios, relações e conflitos que crescem ao seu redor. A parceria com Joe Pesci e Sharon Stone forma um retrato agitado de poder, dinheiro e desconfiança.
  9. O Irlandês, 2019: Frank Sheeran é o personagem de De Niro nesta narrativa sobre crime, lealdade e passagem do tempo. Ao reencontrar antigos companheiros e observar o efeito de suas escolhas, o protagonista participa de uma história mais contemplativa, em que o silêncio pesa tanto quanto os acontecimentos.

O começo da parceria em Caminhos Perigosos

Em Caminhos Perigosos, Scorsese já demonstrava interesse por personagens divididos entre o cotidiano das ruas e os códigos de uma comunidade. De Niro, ainda no início da carreira, interpreta Johnny Boy com energia descontrolada. Ele não é apenas um sujeito imprudente, mas alguém que parece transformar qualquer situação em um problema maior.

O filme é importante porque apresenta temas que voltariam em outros trabalhos da dupla: culpa, amizade, religião, família e a dificuldade de escapar do ambiente em que se cresceu. A escala é menor do que em produções posteriores, mas a tensão já está bem instalada. Às vezes, uma mesa de bar basta para deixar o clima mais perigoso que uma perseguição de carros.

Taxi Driver e a solidão transformada em obsessão

Taxi Driver colocou De Niro no centro de uma experiência psicológica intensa. Travis Bickle narra seus pensamentos em um diário e tenta encontrar ordem em uma cidade que ele enxerga como decadente. O trabalho noturno o mantém em movimento, mas não resolve seu isolamento. Pelo contrário, oferece muitas horas para pensar e poucas pessoas capazes de interromper o raciocínio.

A direção de Scorsese combina ruas molhadas, luzes artificiais e uma trilha sonora marcante para criar um ambiente que parece existir entre a realidade e a percepção de Travis. A atuação de De Niro evita apresentar o personagem de forma simples. Ele pode parecer tímido em um momento e ameaçador no seguinte, o que torna sua trajetória ainda mais desconfortável.

Da música ao ringue, duas faces da década de 1970

New York, New York mostra uma parceria menos associada ao crime e mais interessada nas relações entre arte e ambição. Jimmy Doyle é talentoso, mas também egocêntrico e difícil de acompanhar. Francine tenta construir sua própria carreira, e o relacionamento entre os dois sofre com a disputa por espaço, reconhecimento e controle.

Já Touro Indomável leva a colaboração para o ringue e para a intimidade de Jake LaMotta. O boxe aparece como profissão, obsessão e linguagem emocional. Quando Jake não consegue dizer o que sente, ele frequentemente responde com ciúme ou violência. A narrativa não transforma o atleta em herói simples, e esse é justamente um dos motivos de sua força.

Para assistir a filmes dessa fase em casa, vale organizar uma pequena sessão por década. Se você costuma testar serviços antes de escolher onde acompanhar outros títulos, pode conhecer o teste IPTV 48 horas. Assim, a programação não precisa depender de uma busca interminável pelo controle remoto, que quase sempre desaparece quando o filme começa.

Quando a fama vira problema em O Rei da Comédia

O Rei da Comédia antecipa discussões sobre celebridade, exposição e a fronteira entre admiração e invasão. Rupert Pupkin acredita que nasceu para ser famoso, mas não aceita a possibilidade de que o público ou os profissionais da televisão não concordem com ele. Sua confiança é tão grande que chega a dispensar a ajuda da realidade.

Scorsese filma o personagem com uma distância que deixa o espectador desconfortável. De Niro não interpreta Pupkin como um simples vilão, mas como alguém que montou uma fantasia tão detalhada que já não consegue enxergar seus limites. A comédia nasce da situação, embora o riso muitas vezes venha acompanhado de uma pausa para pensar.

Crime, poder e queda em Os Bons Companheiros e Cassino

Em Os Bons Companheiros, Jimmy Conway é mais reservado do que Henry Hill, mas sua presença organiza boa parte da dinâmica do grupo. De Niro trabalha com gestos contidos e uma autoridade que não precisa de discursos longos. O filme acompanha a rotina do crime com restaurantes, festas, golpes e violência, mostrando como o glamour pode esconder uma estrutura instável.

Cassino amplia esse universo e troca parte das ruas pelos salões de Las Vegas. Sam Rothstein é um administrador metódico, atento aos números e ao funcionamento do negócio. O problema é que pessoas não obedecem a planilhas, sobretudo quando entram em cena Nicky Santoro, interpretado por Joe Pesci, e Ginger McKenna, vivida por Sharon Stone.

Nos dois filmes, Scorsese mostra que o poder costuma vir acompanhado de paranoia. Quanto mais os personagens controlam o ambiente, mais precisam vigiar aliados, rivais e a própria imagem. O resultado são histórias aceleradas, cheias de detalhes e com personagens que parecem sempre a um passo de confundir confiança com descuido.

O confronto de Cabo do Medo

Cabo do Medo é um suspense de perseguição, mas também uma história sobre responsabilidade e culpa. Max Cady acredita que foi prejudicado pelo advogado que o defendeu e decide transformar a vida da família Bowden em um campo de batalha. De Niro usa o corpo, a voz e a postura para criar um antagonista que domina a cena mesmo quando não está falando.

O filme tem uma aparência mais teatral e exagerada do que outros trabalhos da dupla. Essa escolha combina com Cady, um homem que encena a própria vingança e trata cada encontro como uma apresentação. A tensão cresce porque o confronto não fica restrito a dois adultos. A família inteira é arrastada para uma disputa que começou muito antes dos primeiros acontecimentos.

O olhar mais silencioso de O Irlandês

O Irlandês reúne De Niro, Scorsese, Al Pacino e Joe Pesci em uma narrativa sobre Frank Sheeran e suas ligações com figuras do crime organizado e com o sindicalista Jimmy Hoffa. O filme acompanha décadas de acontecimentos, mas não se limita a relembrar feitos. Seu foco está no que sobra quando os anos passam e as justificativas perdem força.

De Niro interpreta Frank com contenção. Em vez de grandes explosões, a atuação se apoia em olhares, pausas e pequenas reações. O personagem passa boa parte da vida cumprindo ordens e preservando alianças, até perceber que obediência também é uma forma de escolha.

A duração extensa permite que o filme trate o tempo como parte da narrativa. As pessoas envelhecem, os ambientes mudam e as relações ficam mais frágeis. É uma conclusão reflexiva para a parceria, sem tentar repetir a energia dos trabalhos anteriores.

O curta The Audition também entra na conta

Além dos nove longas, Scorsese dirigiu The Audition, um curta-metragem de 2015 com Robert De Niro e Leonardo DiCaprio. Na história, os dois atores competem por um papel, enquanto Scorsese aparece como o diretor interessado em escolher o melhor candidato.

O projeto funciona como uma brincadeira metalinguística sobre encontros que o público esperou durante anos. É curto, leve e curioso, mas não deve ser confundido com um longa tradicional da filmografia. Por isso, quando alguém pergunta pelos filmes de De Niro dirigidos por Scorsese, a resposta mais comum apresenta nove longas e menciona The Audition como complemento.

Como assistir à parceria em uma boa ordem

A ordem de lançamento é a melhor escolha para acompanhar a evolução dos dois. Ela mostra De Niro passando de personagens jovens e instáveis para figuras mais envelhecidas, enquanto Scorsese amplia sua escala, seus recursos visuais e os temas tratados.

  • Para começar: escolha Taxi Driver ou Touro Indomável, dois filmes que apresentam atuações muito lembradas de De Niro.
  • Para observar a dinâmica de grupo: assista a Os Bons Companheiros e Cassino em sequência, comparando os diferentes ambientes de poder.
  • Para uma experiência mais reflexiva: deixe O Irlandês para o fim, pois ele conversa com a passagem do tempo e com a própria história da parceria.
  • Para completar a lista: inclua The Audition depois dos longas, como uma pequena visita aos bastidores da colaboração.

Conclusão

A parceria entre Robert De Niro e Martin Scorsese atravessa quase cinco décadas e passa por crime, música, boxe, fama, vingança e memória. Cada filme tem seu próprio ritmo, mas todos carregam o interesse da dupla por personagens contraditórios, ambientes marcantes e escolhas que deixam consequências.

Quem busca Todos os filmes de De Niro dirigidos por Martin Scorsese pode começar pelos nove longas em ordem de lançamento e fechar a sessão com The Audition. Separe hoje dois títulos de décadas diferentes, prepare algo para comer e compare como os personagens mudam com o tempo. O cinema agradece, e o controle remoto, se colaborar, também.